segunda-feira, 24 de agosto de 2009

o jornalista e o diploma

Faz tempo que não passo por aqui.
Vou fazê-lo com mais frequência.

Havia escrito um pequeno comentário e postado no meu perfil do orkut a respeito da decisão do Supremo sobre a irrelevância do diploma de jornalista.
Segue abaixo o que já há mais de dois meses é a minha opinião sobre o assunto:

Jornalista não é simplesmente um fazedor de texto.
É alguém que deve ter uma formação crítica muito bem estabelecida, que conhece e respeita a História e a verdade.
Alguém que saiba quem é Rousseau, Marx, Weber e não somente o que significa a sigla BBB.

Mas, no Brasil andamos a passos largos para total ignorância e despolitização.
O Governo leva à escuridão e o povo segue feliz...
Afinal, o Timão é Tri, a Copa será aqui e o Michael Jackson está bi (lionário) - mesmo depois de morto.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uma análise parcial de "O Choque das Civilizações"

Abaixo uma análise que meu grupo e eu fizemos sobre o ensaio de Samuel P. Huntington "O Choque das Civilizações".

Neste texto Huntington defende que existe uma guerra ideológica entre as nações e separa o mundo em blocos culturais.
Segue o nosso texto:


O texto “O choque das civilizações”, de Samuel P. Huntington define o que é civilização e modernidade. Mas na visão do autor nem todas as nações do mundo podem se apropriar destas nomenclaturas.

Segundo Huntington, o mundo é dividido em 8 civilizações: Sínica, Japonesa, Hindu, Islâmica, Ortodoxa, Ocidental, Africana e Latino-America. Esta, que diz respeito ao Brasil, é considerada por Huntington uma civilização separada da civilização ocidental.
E apenas o Ocidente – composto basicamente de EUA, Europa e Austrália pode ser considerado civilizado. Mas então, como definir a América Latina, e, em especial, o Brasil? Já que ela não pode ser inserida na civilização ocidental do autor.

Como já vimos, para Huntington, a América Latina, inclusive o Brasil, faz parte da sub-civilização. É um “ramo desgarrado do Ocidente”.
O autor aponta vários argumentos para esta afirmação. Características típicas dos países ricos ocidentais. Podemos listar alguns:
São donos e operadores do sistema bancário internacional;
Controlam as moedas fortes
São os principais clientes do mundo;
Exercem considerável liderança moral dentro de muitas sociedades;
Possuem poderio militar maciço;
Controlam o ensino técnico de ponta;

E por conseqüência de tais características, o conceito de modernidade não se encaixa em países sub-civilizados como o Brasil.
Ser moderno, para Huntington, é atingir tais características e não apenas isto, mas sim ter um legado, uma herança como bagagem que de certa forma legitima a posição que mantém hoje. Como por exemplo, a cultura Greco-Romana; o Cristianismo, sobretudo a ética e cultura protestante, o pluralismo social e o individualismo, etc.

Tendo em vista os diversos argumentos do autor, chegamos à conclusão de que é possível concordar com sua tese.

O Brasil é taxado por ele como civilização separada. Desta forma Huntington acredita que o país detém pouca ou nenhuma aspiração, seja econômica ou social de vanguarda, não pode ser considerado civilizado, moderno ou mesmo parte do bloco ocidental. Vendo a civilização de forma analítica, ele especifica a ocidental como aquela que tem interesses substanciais em todas as civilizações alheias, já que o Ocidente possui diversas características que atestam sua hegemonia.
E o Brasil não se encaixa na maioria dessas condições.

Vimos acima algumas das características que Huntington define como necessárias para um país ser moderno ou civilizado. Vemos então que o Brasil não possui várias, como por exemplo, operar bancos internacionalmente, ser um dos principais clientes do mundo, ser capaz de intervenção militar consistente, dominar a tecnologia de ponta, ter uma industria aeroespacial e controlar as moedas fortes.
O Brasil caminha a passos curtos, mas ainda não está realmente inserido como um país ocidental pleno. A modernidade avança, mas ainda é preciso muito.
Uma outra reflexão a fazer sobre o porquê certos países, como o Brasil, não se encaixam no padrão do Ocidente é justamente a falta de interesse do Ocidente de que isto aconteça. Logicamente, já que a concorrência não é bem vista por ninguém. Uma vez que os países sub-civilizados ou pouco modernizados começarem a emergir, os que já detêm o poder estarão em situação de alerta, pois os dependentes se tornarão iguais.

Sendo assim e fazendo uma análise fria e consciente do país, vemos que realmente o Brasil ainda não é moderno.
Nós, de regiões mais abastadas e desenvolvidas, vemos nossos compatriotas pobres e atrasados de outras regiões, com certo preconceito. O mesmo preconceito, aliás, que os nossos “irmãos ocidentais” têm por nós, latinos em geral.
Outra característica triste do Brasil, que evidencia a sua imaturidade na modernidade é o desrespeito às normas, inclusive jurídicas, a má distribuição de renda, a cultura da corrupção que parece enraizada nos setores públicos e as mudanças constantes de regimes. Afinal, em menos de cem anos o Brasil sofreu dois golpes de Estado.
Além disto, na questão econômica, vemos uma administração falha por parte do governo e uma cultura ainda não muito forte sobre a questão da propriedade privada.

Mas apesar de todos os pontos negativos do Brasil, ainda é possível haver esperança.
Podemos ver algumas melhoras como a notoriedade internacional que o Brasil tem ganhado por conta do seu petróleo, a descoberta de novas bacias e a probabilidade de que brevemente outros países, inclusive os do Ocidente precisarão do Brasil para ter deste recurso não renovável.
Também existe a questão da Amazônia. Numa época de extrema preocupação com o futuro do planeta – onde habitam os ocidentais, os africanos, os japoneses, etc. – o Brasil está mais visível e, aliás, muitos querem administrar a preciosidade natural que nos foi divinamente agraciada e que deve ser mantida e preservada.
E podemos também pontuar as relações do Brasil com o FMI. Nos atuais tempos de crise, o país tem “dado bons exemplos” de como administrar um grande país com extremo potencial, enquanto as nações do badalado Ocidente tentam se estabilizar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O velho não deve morrer

Este artigo eu fiz já este ano para a matéria de Radiojornalismo. O tema era "o rádio e as novas tecnologias".

O velho não deve morrer


Faz pouco mais de dez anos que a internet passou a ser usada de forma maciça no Brasil. Com o passar do tempo ela foi trazendo mais facilidades, novas tecnologias.
Uma nova forma de pesquisa, o mundo ao alcance. Música à disposição, filmes, mapas, uma infinidade de informações.

Advindo da internet vieram os Ipod´s, MP3,4,5..., Podcasting e tantos outros. Agora, é possível ouvir música em qualquer lugar! O internauta baixa em seu PC e grava no seu minúsculo equipamento para ouvir no carro, no ônibus, a pé, correndo, tomando banho...

E a própria internet, que no inicio estava restrita aos lares e escritórios? Agora pode ser acessada de qualquer lugar também! Celulares tem de tudo agora. Até a televisão pode ser acessada pelo celular!

Então, como se voltando ao passado, a pergunta de mais de cinqüenta anos atrás, regressa: Com todas essas novidades e as muitas mais que vem por aí, não deve ser o fim do rádio? – Digo rádio, mas existem outros meios de comunicação na mira dos estudiosos e observadores.

Se é possível ter a música que se quer em um aparelhinho minúsculo, se a TV pode ser acessada através do celular, se os sites jornalísticos procuram atualizar as informações praticamente em tempo real, porque o rádio sobreviveria? Ou como?

Sobreviveria – como está – inovando e combinando outras mídias, como a internet.
Para isto é necessário estar atento à tal convergência de mídias e fazer delas suas aliadas.
Muitas rádios hoje já disponibiliza seu conteúdo e programação ao vivo na internet, por exemplo. Também faz uso desta mídia para se comunicar com seus ouvintes. Elas também tem procurado inovar, interagir com seu público e segmentar.
Alem disto, hoje existem inúmeros programas especializados: esporte, notícias, serviços, cultura, debates, etc.

Ainda é possível argumentar usando o velho lema do rádio, de ser companheiro, de falar – sem imagem – às pessoas. A internet por si só não é assim. É uma mídia de texto, que também contém som, mas que se tiver imagem, já é como a TV. E se produzir apenas o som, já virou rádio também! Ter o rádio na internet significa que ele está ali. Então, como pode ser o seu fim, se ele já está presente nesta mídia?
E quanto aos MP´s da vida? Oras, além dos arquivos de música que eles comportam, eles também são rádios. Assim, não apenas a TV e a internet estão na companhia da pessoa, mas também o bom e velho rádio, que acredito, não morre tão cedo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

IMÓVEIS ABANDONADOS - A HISTÓRIA ESQUECIDA DE SÃO PAULO

Fizemos este trabalho para a matéria de Fotojornalismo, com a professora Caroline Sotillo. A proposta era fotografar e contar a respeito de imóveis antigos abandonados. O que representavam e hoje como estão.
















E. E. Conselheiro Antônio Prado - Rua Vitorino Carmilo, 621 - Barra Funda.
Esta escola estadual foi fundada no ano de 1903 com o nome de Grupo Escolar Barra Funda. No ano de 1932 seu nome mudou para Grupo Escolar ConselheiroAntônio Prado.Em 1976 a escola foi batizada com o nome que permanece até hoje: Escola Estadual Conselheiro Antonio Prado. Atualmente a escola oferece Ensino Fundamental (2º ao 5º ano) e Ensino Especial – Deficiência Mental.Prédio foi tombado em 2002. Apresenta boa conservação interna, mas a área externa encontra-se bastante deteriorada.













Antigo casarão da época dos barões de café. Imóvel serviu de moradia para família do barão de Piracicaba até o final do século 19, localiza-se no nº 180 da Alameda Ribeiro da Silva, esquina com a Alameda Barão de Piracicaba, nos Campos Elíseos.
Na década de 80 os herdeiros deixaram o imóvel aos cuidados de um caseiro que começou a alugar os cômodos da casa para dez famílias, que só pagaram o aluguel no primeiro mês.
Desde então o local virou um cortiço, com ligações de água e luz clandestinas e tudo o que tinha de valor foi furtado (incluindo um busto da Princesa Isabel).]
O casarão já passou por três incêndios e a polícia primeiramente removeu as famílias moradoras para o quintal (local onde eram tratados os cavalos dos barões) e no mês de outubro de 2008 desocuparam totalmente o imóvel e lacraram todo o andar térreo.
A Subprefeitura da Sé informou que ações sociais foram realizadas com os moradores, mas não informaram quais.
A iniciativa para a restauração deste prédio tombado tem que partir dos herdeiros, que ainda não demonstraram interesse pela ação.



Colégio Boni Consilli – 1903Alameda Barão de Limeira, 1379 – Campos Elíseos.Inaugurado com o nome de “Colégio Coração de Jesus”, esta instituição de ensino com base católica foi rebatizada para “Boni Consilli” em 1968. No ano de 1969 a capela da escola é transformada em Paróquia do bairro Campos Elíseos, a pedidos da igreja local.Este é um local tombado que continua sendo muito bem conservado e passa por freqüentes restaurações.








Este imóvel foi uma das primeiras casas construídas naquele local, o proprietário Walter de Passer faleceu no ano de 1994 aos 90 anos sem deixar herdeiros.
A casa já era propriedade de seus pais e foi mantida a mesma estrutura desde sua construção portanto, tem mais de 100 anos sem nenhuma reforma.


Quando ainda era vivo, Walter alugava o imóvel, a sua morte, pessoas invadiram a propriedade, logo depois da primeira invasão, pessoas que se diziam primos de Walter começaram a cobrar aluguel dos invasores e os ameaçaram de despejo, algum tempo depois, os invasores deixaram o imóvel, e outras famílias famílias ocuparam a casa em situações precárias, sem o básico, água, luz, etc.

Depois da última invasão, a Prefeitura interditou o local, pois sua estrutura estava ruindo, a casa estava tombando e a qualquer momento poderia cair. Após a decisão da Prefeitura, a casa ficou mais de quatro anos abandonada, como não foi tomada nenhuma providência de demolirem o local, há dois meses uma família derrubou o muro construído pela Prefeitura e habitam até hoje o local sem condições nenhuma de moradia.

Fonte: Dona Ivanete Maria Umbelino, moradora da rua desde 1973.




As casas geminadas ficam localizadas na Rua Maria José, na região da Bela Vista e são propriedades de um advogado que as alugava a inquilinos que quase sempre transformavam as casas em comércio. Uma delas já foi um hotel, depois virou uma espécie de pensão, mas era mais conhecida como casa de prostituição e na outra funcionava um bar. Há uns quinze anos, o proprietário decidiu desocupar o local com o pretexto de reformar as casas, essa reforma não aconteceu e o local ficou completamente abandonado possibilitando a entrada de moradores de rua que transformaram o local em um cortiço.
O proprietário expulsou os invasores e mandou construir muros nas janelas e portas em duas casas e na outra foi colocado grades, porém, uma delas foi novamente invadida. Os invasores taparam o buraco que fizeram na invasão com madeiras.Segundo os moradores da rua, o proprietário raramente verifica o estado das casas. Quando vem é só para expulsar os invasores.





O antigo presídio da Ilha Anchieta, em Ubatuba, abrigava criminosos políticos e funcionou até a década de 50, quando uma violenta rebelião gerou muitas mortes entre presos, policiais e parentes de policiais que moravam na ilha.Foi então desativado.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

FOTOJORNALISMO - Autor Como Produtor

Abaixo nosso trabalho - um resumo do texto O Autor Como Produtor, que fizemos para a matéria de Fotojornalismo, sob orientação da profa. Caroline Sotillo.

O autor como produtor
No texto O Autor como Produtor, a autora inicia falando sobre a importância que tem o autor de uma obra ser engajado, ou seja, ser envolvido com a causa dos trabalhadores.Citando Walter Benjamim, que em 1934 defendeu o mesmo que ela, afirma que um autor que se vende ao mercado não tem liberdade.Partindo deste ponto, a autora diz que: “é preciso exigir qualidade da obra que adere á tendência revolucionaria, pois a tendência política correta inclui uma tendência literária”, que por sua vez, pode consistir num desenvolvimento progressista ou regressivo.
Para isto é necessário é inserir a obra nas relações sociais de seu tempo.Então, o autor jornalista, por exemplo, antes de noticiar os acontecimentos precisa ajudar a produzir os acontecimentos. Antes de relatar, ele combate, participa do processo, ao invés de só testemunhar.Ela cita alguns escritores como Tretiakov que escreveu panfletos, convocou as massas para comício, escreveu boletins e participou da coleta de fundos e redigiu reportagens.
Mas é preciso também atualizar os conceitos sobre formas e gêneros literários, pois eles surgem e desaparecem de acordo com as necessidades de seu tempo.Muitas formas e gêneros literários que deixaram de existir ou que hoje são desvalorizadas, podem voltar a ter importância para atender os padrões de uma época e podem ser úteis nas práticas políticas e artísticas, pois todas as formas que surgiram e que surgem, aparecem e desaparecem, segundo as necessidades de seu tempo.
Um exemplo disso é a prática de persuasão que é usado desde a antigüidade e segundo o texto, diz que “aprender a identificar essa prática é um ganho tão grande quanto saber qual a melhor técnica para plantar uma semente”.
E, fomos habituados a pensar que muitos gêneros não existem nenhuma conexão, por exemplo, entre ciência e literatura; crítica e produção original; cultura e política; etc.Partindo desse princípio, os jornais são organizados segundo a impaciência do leitor. Seu conteúdo explica bem essa divisão de gêneros.
As redações sabem explorar o fato de que nada liga mais o leitor ao jornal do que a impaciência que reclama todos os dias alimento novo e ainda abrem espaços para opiniões e protestos.Mas de acordo com as observações de Walter Benjamin, estamos vivendo um longo processo, onde as formas literárias estão se fundindo cada vez mais, e essa idéia de que não há ligação alguma entre esses gêneros, podem deixar de ser relevantes e atrapalhar nossas iniciativas.
Na União Soviética, durante o período revolucionário, do qual Tretiakov participou, foi eliminada a diferença entre escritor e público, entre teatro e jornal; ficção e documentário, que a imprensa insiste cm manter artificialmente.
O leitor soviético estava sempre preparado para se tornar um escritor, o leitor de jornal passou a ter acesso à autoria. A autoridade para escrever, deixou de um treinamento e passou a ser uma experiência politécnica, ou seja, converteu-se em patrimônio comum. A imprensa transformou-se em um processo de fusão dos gêneros. Além de ultrapassar a distinção entre pesquisador e repórter, foi superada a distinção entre escritor e leitor.
É por isso que uma análise dos escritor intelectual como produtor, tem que partir da imprensa. Ela é uma referência decisiva, porque no capitalismo, o jornal não é um meio de produção válido na mão do escritor, ele pertence ao capital. E nesta condição, o escritor encontra muitas dificuldades de escrever. Balzac, no século XIX escreveu que a imprensa não é tão livre quanto o público imagina, segundo ele, a liberdade de imprensa é mais hipócrita do que se pensa, ela só é livre diante dos fracos e pessoas isoladas.
Na Alemanha, nos tempos de Benjamin, haviam muitos escritores simpatizantes do socialismo, mas apenas na teoria. Faziam parte da chamada “intelectualidade de esquerda” e foram responsáveis pelos grandes movimentos literários dos anos 20. Benjamin trata de dois casos para demonstrar que o engajamento político pode parece revolucionário num texto, mas na prática funciona de modo contra-revolucionário, pois o escritor só é solidário “espiritualmente” com o proletariado, mas não enquanto produtor, pois ele não se enxerga como proletário.
Esses movimentos ficaram conhecidos como “ativismo” e “nova objetividade”.
***Ativismo é acreditar que eles são homens de espírito e o que vale é a capacidade de ser racional e produzir bons argumentos.
Eles desqualificavam intelectualmente os trabalhadores organizados e alegavam que eles pensavam deficitariamente, ou seja, não sabiam pensar nem escrever.Não que isso não seja importante, mas não é o suficiente, porque, segundo Brecht, o mais importante na política é pensar na cabeça dos outros.A atitude mais radical dos ativistas, foi o pacifismo na Primeira Guerra Mundial e como eles se limitaram a escrever contra a guerra, o resultado foi nulo.Walter Benjamin questiona até as declarações a favor do socialismo, pois percebe nelas uma posição contraria a luta de classes e contra a revolução proletária.
Um dos ativistas chegou a escrever que: Da luta de classe pode decorrer a justiça mas não o socialismo. E para Beijamin, este lugar, equivale a reivindicar a condição de “padrinho Ideológico”sem compromisso real com a luta .Mas o verdadeiro desafio foi colocado por brecht o de não abastecer os meios de produção sem tentar modifica - los num sentido socialista, Isto é procurar a inovação técnica e lutar pela libertação dos meios de produção intelectual.
O outro movimento , a “NOVA OBJETIVIDADE” limitava se em abastecer os meios de produção. E foi este movimento que lanço na Alemanha a moda da reportagem, a começar pela fotografia. Esse movimento do interesse do capital mostrou que tudo pode ficar belo no sentido burguês, até mesmo a miséria captada por uma câmera tecnicamente mais desenvolvida segundo a Ideologia dominante.
Tudo pode ser um objeto de consumo “uma mercadoria”. E ele conclui que enquanto os fotógrafos transformam a miséria humana em mercadoria os escritores da nova objetividade transformam a luta contra a miséria em mercadoria e nessa literatura a política deixa de ser um motivo de decisão e transforma -se em um objeto de contemplação.
• Após a miséria humana ter sido transformada em mercadoria pelos fotógrafos
• Os escritores (de esquerda) foram além, transformaram a luta contra a miséria em mercadoria.
• Esses escritores não são produtores, são agentes ou burocratas que fazem ostentação de sua pobreza.
• Só o engajamento não basta. A melhor das opiniões é inútil quando não torna seu emissor útil.
• O escritor que não quer se agente ou burocrata tem que também ter atitude de professor, ensinando os seus leitores a serem escritores.
• É necessário trazer mais consumidores para o processo de produção.
• Leitores viram produtores orientados pelos escritores
• Walter Benjamin usa teatro épico de Brecht como exemplo de luta contra o convencional (comercial, burguês)
• Não enxergam o cinema e o rádio como concorrentes do teatro e sim complementos.
• Teatro épico tenta aprender com todos os novos meios de produção, pois tem como alvo a luta de classes. Encara como um desafio colocar-se à altura do cinema e do rádio
• O teatro épico dispensa os aparatos do teatro burguês (ação dramática, comercial e ilusionista) e estimula a percepção e o raciocínio. Adota a montagem, inspirado no cinema, na rádio e na imprensa.
• Procura não inspirar emoções em seu público e sim fazê-lo pensar de maneira crítica.
• Para isso, usa como ponto de partida o riso: a pessoas pensam melhor quando contraem o diafragma ao invés da alma.O Teatro Épico
• Foi Bertolt Brecht (1898-1956) o teorizador do teatro épico.
• Revolucionou o teatro com peças que visavam estimular o senso crítico e a consciência política do espectador.
• Trata-se de um teatro "moderno", que se opõe ao teatro de forma dramática, criando, então, o termo épico, sinônimo de narrativo (narra acontecimentos que envolvem o espectador)
• Um dos elementos mais marcantes é o chamado efeito de distanciação.
• O teatro épico tem uma função social, que conduz o espectador a uma apreciação crítica não apenas do que está a ser representado, mas também da sociedade em que se insere.
• O distanciamento causa uma espécie de "efeito de alienação", desviando, assim, o público do caso narrado.
• Uma vez não identificado com o mundo cênico, vê de fora a sua própria situação social refletida no palco.
• Estuda o comportamento humano em determinadas situações, levando o público a tomar consciência de que tudo pode e deve ser modificado, exigindo dele a tomada de decisões.
ALINE DE OLIVEIRA DAMASCENO
LARISSA SOOMA SILVA
MONICA JUREMA MIRANDA
ROBERTA SOUSA SILVA

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Abaixo segue um texto feito para a matéria de Comunicação Comparada, logo no início deste semestre.

Formados pela opinião... Dos outros

Para analisarmos a forma como o sistema de comunicação interfere na opinião e nas decisões do cidadão, devemos nos remeter a alguns dados relevantes e indispensáveis.

O Brasil é um país com índices baixíssimos de leitura. Em 2006, a revista britânica “The Economist” publicou uma matéria onde considerou “vergonhoso” o alto numero de analfabetos no país e além da média de leitura: 1,8 livros por ano para cada brasileiro.
Logicamente, existe todo um contexto historio por trás destes dados: o fato de termos sido uma colônia de exploração, que até hoje não se tornou de fato independente dos países ricos, a falta de patriotismo – que acarreta no protecionismo nulo e no aumento da corrupção.
Levando em conta estes fatores, podemos concluir o que já seria obvio para qualquer brasileiro observador: um povo que não gosta de ler, tem condições de estabelecer julgamentos e sua própria opinião por qualquer assunto? Certamente, não.
A falta de interesse em aprender leva a uma interpretação nula e um julgamento, no mínimo, sofrível.
Este perfil do povo brasileiro é tudo o que o governo quer. E não só este, mas também a mídia.

O sistema de comunicação faz o trabalho que o cidadão tem preguiça de fazer: o de interpretar e emitir julgamento. Quando a informação é lançada nos meios de comunicação de massa (MCM), a opinião – do veículo – já está processada. E fatalmente, esta opinião acaba sendo aderida pelo cidadão.
E é desta forma que o sistema de comunicação interfere nas opiniões e decisões dos cidadãos. Quem não tem bagagem para julgar um assunto, é obrigado a emitir a mesma opinião da mídia. Aquela que está presente na sua vida em todos os momentos: dentro de casa, no trabalho e nas ruas.

Isto é tudo o que o governo quer: um povo sem leitura, cultura e conhecimento que seja levado pelos meios de comunicação de massa. Pois os MCM de certa forma também são controlados pelo governo. Um veículo de oposição não tem anunciantes estatais. Sendo assim, nenhuma empresa que vise o lucro antes de tudo vai se colocar oponente ao governo. Pode, no máximo, fazer críticas. Mas não se opor.

Então, a política do pão e do circo continua firme. O governo dá ao povo pão e entretenimento. E o povo lhe devolve satisfação.
Satisfação com os escândalos, satisfação com os campeonatos de futebol e a Copa do Mundo, satisfação com as novelas (e as modas que elas trazem), satisfação com o funk e todas as mulheres-frutas, enfim.
Afinal, é muito melhor se ocupar com preocupações esportivas do que com a economia ou a forma com que o governo conduz a política de juros e a corrupção.

Temos vários exemplos neste assunto: jovens que se matam por um time de futebol, e não usam um terço de sua força, coragem e determinação para cobrar atitudes do governo.
Cidadãos que esqueceram rapidamente o escândalo do mensalão e elegeram de novo boa parte do elenco deste escândalo.
Pessoas que se conformam facilmente com o aumento de preços e dizem apenas: “O jeito é economizar!”. Ao invés de cobrarem uma atitude das autoridades.
Afinal, o povo tem preocupações muito maiores atualmente: o desempenho de Dunga e sua seleção, a performance da mulher melancia, o casamento de Sandy, as maldades de Flora contra Donatela. Juros? Inflação? Gasolina alta? Deixa pra lá!
É possível listar uma infinidade de exemplos de como o brasileiro é facilmente manipulável pela mídia. Porque é através dela que o governo age. Sem ela, nada seria como é.

E neste círculo vicioso é extremamente difícil uma mudança. A mídia se encarrega de entreter e deixar o povo feliz, enquanto o governo age como bem quer, e em muitas ocasiões, oprimindo o cidadão. Uma saída seria a mudança total dos atuais governantes. Uma renovação de caras, nomes e caráter.
E um investimento agressivo na educação. Mudança de valores, de cultura e hábitos centenários.
Resta-nos esperar por este tempo ou fazer a nossa parte para que este dia cheque logo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ruínas em Ubatuba





Essas são imagens do antigo presídio da Ilha Anchieta, Ubatuba, SP.

Ele abrigava prisioneiros políticos e depois de uma violenta rebelião na década de 50, foi desativado.

Ele fez parte do nosso último trabalho de fotojornalismo, este semestre. Logo vou publicar o trabalho completo, com as fotos e o material das minhas amigas Larissa, Monica e Roberta.